.: Saiba como coletar
essências florestais para análise foliar (araucária,
erva-mate, palmito, eucalipto, pinus)
Autores: Aparecido Carlos
de Oliveira, Darwin Weiss (bolsistas extensão do Projeto
Solo Planta- estudante de Agronomia da UFPR), Lausanne Soraya
Pinto (bolsista extensão do Projeto Solo Planta - estudante
de Engenharia Florestal da UFPR), Prof. Dr. Carlos Bruno Reissmann
(Departamento de Solos e Engenharia Agrícola da UFPR)
ESTE TRABALHO PODERÁ SER REPRODUZIDO
PARCIAL OU TOTALMENTE DESDE QUE CITADA A FONTE:
OLIVEIRA, A.C.; WEISS, D.; PINTO, L.S.; REISSMANN,
C.B. Procedimentos de coleta para análise foliar
de essências florestais (araucária, erva-mate,
palmito, eucalipto, pinus). Curitiba: Universidade
Federal do Paraná, Projeto de Extensão Universitária
Solo Planta, 2001. (Folder).
 |
OBJETIVO
A diagnose foliar é um método
de avaliação do estado nutricional das
plantas, através da análise de suas folhas.
O motivo pelo qual se analisam as folhas é conhecido:
elas são os órgãos que refletem
melhor o estado nutricional, isto é, respondem
mais às variações no suprimento
de elementos nutricionais, seja pelo solo, seja pelo
adubo. Os principais objetivos da análise são: |
- Diagnosticar um problema nutricional não identificado
visualmente;
- Identificar sintomas visuais observados no campo;
- Localizar áreas que apresentam suprimento marginal
de nutrientes;
- Identificar se um determinado nutriente aplicado foi absorvido
pela planta;
- Auxiliar a análise de solo para a aplicação
de fertilizantes e corretivos.
COMO PROCEDER A COLETA DA AMOSTRA
Em geral, as folhas recém maduras
são as mais adequadas para a análise foliar.
As coletas devem ser feitas de ramos que se encontrem em exposição
Norte (folhas que recebem luz constante). Muitos fatores devem
ser levados em consideração, como: época
do ano que será coletada a amostra, a posição
da folha na árvore e no ramo, o número de folhas
por planta e número de plantas/ha, entre outros fatores
que variam conforme a espécie. No Quadro 1 encontram-se
informações sobre coleta de material foliar
para análise das espécies florestais mais difundidas
no Estado do Paraná: araucária, erva-mate, palmito,
eucalipto e pinus.
CUIDADOS ESPECIAIS NA COLETA DE FOLHAS
Não se deve coletar amostras foliares
de plantas:
- Após chuva intensa;
- Após adubação foliar;
- Com danos mecânicos;
- Com danos por insetos;
- Com infecção de doenças;
- Com tecidos mortos;
- Contaminadas com agrotóxicos ou poeira excessiva.
COMO ENCAMINHAR A AMOSTRA PARA O LABORATÓRIO
Após a coleta das folhas, estas devem
ser acondicionadas em sacos de papel ou de plástico,
devidamente identificados com o número da amostra,
nome da espécie, localidade e data da coleta do material,
para serem enviadas ao laboratório.
O material coletado deve ser lavado somente
no laboratório onde será feita a análise.
Quando o material vegetal estiver for coletado em condições
de elevada umidade do ar., deve ser removido o excesso de
água deve ser removido antes de ser feito o empacotamento
Identificar corretamente as amostras conforme
formulário a ser obtido no Departamento de Solos, indicando
os elementos a serem analisados.
Enviar o material o mais rápido possível
para o laboratório, de preferência no mesmo dia
da coleta.
COLETA QUANDO AS PLANTAS JÁ APRESENTAM
SINTOMAS DE DEFICIÊNCIA (Amostragem corretiva)
Neste caso a coleta pode ser feita em qualquer
época, recomendando-se: anotar as características
do sintoma, verificando sua distribuição na
área e na planta; coletar folhas recém maduras
de quatro posições da parte mediana da planta;
e apresentar ao laboratório no mínimo duas amostras
compostas, uma de plantas sadias e outra de plantas com sintomas.
A IMPORTÂNCIA DE SE COLETAR AS
AMOSTRAS CORRETAMENTE
Para que o resultado emitido pelo laboratório
seja seguro, é importante que seja feita uma amostragem
cuidadosa e correta, pois a amostra estará representando
todas as árvores do plantio, portanto devem ser coletadas
amostras de árvores o mais parecidas possíveis,
isto é, em mesmas condições de clima
e solo e de mesmas idades. É importante que as amostras
simples sejam bem misturadas para se obter as amostras compostas,
as quais devem conter um mínimo de 100 folhas. Normalmente,
coletando-se 4 ramos por árvore é o suficiente
e recomendável. Observe o exemplo: Para Erva-mate,
coleta-se folhas de 10 árvores (a amostra de cada árvore
é uma amostra simples), e então mistura-se todas
as amostras das 10 árvores e tem-se a amostra composta,
a qual será enviada para o laboratório.
Tabela 01: Instruções para
coleta de amostras de essências florestais para análise
química (veja os desenhos na figura 01)
Espécie |
Araucária |
Erva-Mate |
Palmito |
Eucalipto |
Pinus |
Região de Coleta na Árvore |
3º ou 4ºverticilo superior *(A1) |
Terço superior, médio e inferior da copa*(B1) |
1º palma a partir da flexa, com todos os folíolos abertos*(C1) |
Meio da Copa*(D1) |
2º verticilo, no terço superior da copa*(E1) |
Região de Coleta no Ramo |
Entre o 1º e 2º terço do galho com folhas verdes*(A2) |
Último lançamento*(B2) |
Porção média dos folíolos*(C2) |
Coletar as folhas 3, 4, 5 e 6 *(D2) . Caso a folha
3 nào esteja totalmente formada, nào coletá-la |
1º lançamento*(E2) |
Nº de Amostras (árvores) |
15 árvores por sítio/gleba |
10 árvores por sítio/gleba |
10 árvores por
sítio/gleba |
3 árvores dominantes/amostra composta e 10 a 20 amostras compostas
por sítio/gleba |
15 árvores por
sítio/gleba
|
Época de Coleta |
Abril ou maio para macro e maio para micronutrientes |
Inverno |
Julho |
Entre verão e outono |
Entre outono e inverno |
| Observações |
Proceder a coleta
das árvores com altura dominante, isto é, entre as 100
árvores mais grossas por hectare |
Figura 01: Desenhos esquemáticos que
ilustram a tabela 01.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
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e avaliações nutricionais em plantios de Eucalyptus
spp. In: GONÇALVES, J. L. M.; BENEDETTI, V. Nutrição
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IPEF, 2000. p. 107-114.
HAAG, H. P. Nutrição mineral de Eucalyptus,
Pinus, Araucária e Gmelina no Brasil. Campinas:
Fundação Cargill, 1983. 101p.
MALAVOLTA, E. ABC da análise de solos e folhas.
São Paulo. 1992.
REISSMANN, C. B.; WISNEWSKI, C. Aspectos nutricionais de
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TRANI, P.E.; HIROCE, R.; BATAGLIA, O. C. Análise
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química de tecido vegetal. IAPAR. Amostragem
de solo para análise química. Londrina:
IAPAR, 1992. 17 p. (Circular, 74).
ENTREGA DA AMOSTRA
Entregar a amostra de planta (essência
florestal) no laboratório de nutrição
mineral de plantas da UFPR. Informe-se dos preços das
análises pelo telefone (41) 3350-5673 . O pagamento
deverá ser feito por ocasião da entrega na recepção
de amostras do Departamento de Solos e Engenharia Agrícola.
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Veja Também
»Laboratório de Fertilidade do Solo - análises
de solo e planta
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